quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Capitulo Seis - Cinco Pétalas



T
odos tinham matado a saudade um dos outros, estavam voltando a vida normal. A Alipol estava cada dia mais crescendo, muitas pessoas se matriculando, Alice e Poli estavam muito felizes com isso, nunca tinham visto elas tão felizes como ultimamente, Poli estava mais do que Alice, pois estava namorando com Gregue, um homem que chegou recentemente em Isabelli, um homem romântico e delicado, carinhoso e bonito, os dois tinham um relacionamento respeitado já que os dois eram católicos. Alice ainda nao havia encontrado alguem que a amasse e nem que ela amava, mas estava feliz mesmo assim, estava se dedicando cada vez mais para a escola, que a poucos dias iria inaugurar, ela prepara a grande festa de inauguração sozinha, pois estava deixando Poli e Gregue a vontade, apesar de está só na organizaçao tudo estava indo bem, havia poucos preparativos para serem feitos, mas que nao demoraria nada para ser resolvido.
Os dias estavam passando cada vez mais depressa, parece que quando mais voce quer que ele demora mais eles passam, pois Alice nao havia finalizado os preparativos, precisa de um pouquinho mais de tempo, mas os dias pareciam nao respeitarem-a, passaram tao depressa que ela nem viu, só soube quando ligou o som do carro e ouviu: NAO PERCAM HOJE, A GRANDE INAUGURAÇAO DA ALIPOL. Ela ficou desesperada e começou a chorar, uma unica coisinha ela tinha esquecido, a faixa vermelha para ser cortada na hora da inauguraçao, tudo estava resolvido, estava preocupada tanto com as coisas grandes que esquecera das minimas, [o que sempre acontece com nós, nos preocupamos tanto com o que tem mais valor, que esquecemos dos de menor, ou muitas vezes nos preocupamos com coisas passageiras, e esquecemos das duradouras.] seu desespero foi tanto que nao consiguiria descrever, mas por sua sorte Poli liga para ela.
- Prima, fica despreocupada, vi que voce deixou eu a vontade, vi também que estava sobre carregada, e te observei, dei conta de algumas coisinhas que voce esqueceu, inclusive a faixa. - disse Poli entrando pela porta do quarto de poli e mostrando a faixa para ela.
- Nossa, obrigada. É da proxima vez vou ter mais cuidados e nao pensar muito nos outros. - disse Alice desligando o celular.
- Bom, só vim mesmo aqui para entregar, a inauguraçao é daqui umas horas, e precisamos está prontas, estou indo me arrumar, Bye... - disse Poli se despedindo de Alice com um beijinho na bochecha, coisa que elas sempre faziam.
- Ta, também vou me arrumar, Ah e Obrigada denovo. - disse Alice quase gritando.
- Já falei que nao precisa agradecer, afinal somos socias. - gritou Poli ja fechando o portao, Alice agora olhando pela janela ela atravessando a rua.


Horas depois, tudo estava Ok, a fita estava no lugar, as duas estavam aguardam o momento esperado para as duas cortarem a faixa, a inauguraçao iria começar. Quando tudo estava pronto, elas cortaram e muitos fogos de artificios foram soltos, e começaram a aplaudir, com a faixa agora rastando pelo chao todos foram entrando pisoteando nela, ALIPOL era uma escola linda, com decoraçoes pouco feministas, tons muitos amarelos e verdes, cheio de flores que ambas as duas gostavam, haviam no meio do patio uma linda fonte de agua, no meio dela havia uma estatua de uma mulher com asas, e orelhas pontiagudas, uma elfa, a escola tinha apenas 2 andares, o primeiro para escola normal, e o segundo para alunos especias, mutantes em si. A festa demorou acabar, Alice e Poli foram as ultimas a sair, só que algo aconteceu antes.
A estatua da elfa ganhou vida, as duas ficaram atonitas, e ficaram ainda mais quando ela falou.
- Olá, acho que agora posso lhes falar.
- Sim, como muito prazer. - as duas responderam com medo, e ao mesmo tempo encantadas com o que acabara de ver.
- Bom, voces cinco foram escolhidos para procurar os meus tesouros. - disse a estatua que agora ganhara vida de humana, ou melhor elfa, suas asas agora estavam e movimento e seus cabelos balançavam de um modo encantador.
- Cinco?, só estamos eu e Poli aqui. - disse Alice um pouco confusa.
- Sim, há alguém no banheiro, um ladrão estava de tocai esperando voces sairem e seu namorado poli, o Gregue. - disse a Elfa dando uma corrida com os olhos pelo salao de entrada.
- La..Ladrao?, Como assim? - perguntaram as duas juntas.
- Olhem. - disse a Elfa erguendo a mão e fazendo aparecer as tres pessoas que ela havia falado, uma menina morena, de olhos puxados que estava no banheiro trancada, o ladrao que estava sem entender o que estava acontecendo e Gregue que estava segurando um buquê de flores. Os tres parecem que haviam sido teletransportados, e estavam um pouco confuso todos, exceto pelo Ladrao que estava muito mais que confuso.
- Oh, Gregue.. que romantico... - disse Poli encantada olhando para o buquê, que havia lindas rosas e margaridas.
- Bom, deixa que eles se expliquem depois, mas quero ir direto ao assunto. Há muito tempo atrás, minha irmã deu para cinco aventureiros cinco petalas magicas, cada uma contendo um poder diferente, que representava um elemento. Essas petalas foram perdidas no tempo, e cabe agora a voces a acharem elas, sao cinco, elas só podem ser ativadas por seus donos e decendentes, tenho certeza que voce Alice é uma, sua energia é muito forte, e tenho também certeza que o ladrao também é um, enquanto os outros vao ter que ter sorte para as petalas os escolherem, e elas ficaram em seus poderes até encontrarem seus verdadeiros donos. A petala de Alice creio que seja a de cor prata, e a do ladrao, perdao, a de Fernando e de cor verde. as outras restantes sao amarela, azul e ouro. Cada um precisa seguir só em busca das petalas, e cuidarem delas, os que nao sao totalmente donos deveram cuidar ate acharem os donos verdadeiros, e os donos decendentes deveram cuidar delas ate os cinco decendentes forem reunidos, mas lembrem se, as cinco petalas nunca deveram ser reunidas perto da outra, caso acontece algo ruim irá acontecer. - disse a Elfa que agora estava voltando a ficar petrificada e ganhando a forma de estatua.
Os cinco se entreolharam e ficaram se encarando com um ar meio confuso, o ladrao, que agora que descobriram-o e também sabiam seu nome havia tirado a mascara, era tão bonito ele, que se nao soubesse pela Elfa e se nao tivesse de mascara nao achariam que ele era um ladrao, ele era branco de cabelos pretos bem vivos, olhos bem pretos também e seu nariz era um pouco curioso.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Capitulo Cinco - Encontros Inesperados


Wendhy e Alex chegaram na Italia, e foram recebidos com uma pequena, mais bonita festinha que os pais de Alex fizeram.
Tudo parecia normal nos ultimos meses, mas uma série de encontros inesperados abalou todos da cidade Isabele. Gente que não se viam a anos, gente que estavam no exterior, gente que abandonara a cidade, mas todas unidas com o intuito de voltar a cidade de suas origens, elas pensavam que era o destino que as mandaram de volta ou talvez pensavam também que era apenas a saudade, mas enfim, elas estavam de volta, e prontas para diversas aventuras. Fazia exatamente dois meses que eles não se viam, e havia muitas novidades de ambas as partes para serem contadas.
- Alice, tem um tempinho que nós nao se vemos não é? - disse Bianca ao chegar na Alipol. Alice e Poli tinham reformado a C.A.S.A. e tinham mudado o nome para Alipol, que nada mais era do que a abreviação dos nomes das proprias. A Alipol era diferente da C.A.S.A., ela não era voltada a agentes secretos e nem para mutantes, era uma escola normal que apresentava aos alunos do terceiro anos, alguns cursos tecnicos (os únicos disponíveis era o de agente secreto e espionagem) e aos alunos que tinham alguma mutação, tinham um "tratamento especial".
- Bianca, que surpresa te encontrar aqui. - disse Alice feliz ao rever a amiga.
- Poli? Você mudou um pouquinho. - disse Bianca analizando Poli que acabara de aparecer na recepção da Alipol, uma sala aconchegante que tinha uma fonte pequena no centro, essa que encantou os olhos de Bianca ao vê-la, mas a fonte não enquanta só Bianca, qualquer um que entrasse e olhasse para ela ficava admirado, algo na fonte parecia atrair os olhares, mas Alice falava que era o tom da água, um tom quase nunca visto ao não ser naquela fonte.
- É que descobri que sou mutante, consigo mudar minha aparência, fico até um pouco parecida com outra pessoa, mas nunca consegui mudar totalmente para ficar igual a alguém.
- Eu também descobri que sou mutante, mas não gosto muito de falar o meu poder, é um pouco besta. - disse Poli que a medida que ia falando ia ficando sem graça e tímida.
- Ah, fala. Você pelo menos é diferente. - animou Alice
- Eu consigo controlar seres que vôam. - disse Bianca.
- Ah que legal, não é tao besta igual o meu. - disse Fernando que chegou entrando na conversa sem pedir licença. Fernando era um homem bonito, olhos cor de mel, cabelos castanhos escuro ondulados, usava óculos. Ele se achava o rei só porque as meninas o achavam bonito, era uma especie de mulherengo, mas era gente boa, gostava de se aparecer e não gostava que os outros levassem vantagens. Era aluno do ultimo ano e estava fazendo o curso intensivo para mutantes.
- Não é, eu não sei porque você acha controlar o fogo uma bestagem. E ainda por cima poder se converter nele. - disse Poli.
- Ah, é um poder tão comum. - disse Fernando.
- Tão comum que todos aqui dessa cidade têm. - disse Alice dando um ponto final na história. Fernando saiu de perto delas e entrou no elevador.
Muitas pessoas também estavam retornado de viagem, inclusive Wendhy e Alex, Alex estava trasendo seus dois sobrinhos, Ernesto e Olívia, os dois haviam perdido os pais uma semana antes deles irem para Italia então Alex decidiu cuidar deles no Brasil. Ernesto também era mutante, podia teletransportar ele e qualquer pessoa para qualquer lugar (apesar desse poder ele decidiu viajar de avião), já sua irmã tinha o poder da cura, mas de uma forma diferente, quando tocava em algo líquido, o líquido tornava capaz de curar e raramente em até ressucitar. Alex não contou nada para Wendhy, mas também era mutante, ele era capaz de ouvir a qualquer distância e reconhecer qualquer tipo de som, também tinha um super olfato, reconhecia se havia pessoa se aproximando em quilomêtros de distância.
- Alex, você nao vai me dizer quem matou Afonso não é? - perguntou Wedhy que não cansava de fazer essa pergunta, quase todo dia antes de dormir ela perguntava a Alex e Alex sempre respondia.
- Não, você vai saber no momento certo. - disse Alex que a cada dia que respondia ia responde com tom mais leve e tranquilo.
- Só espero que esse dia não seja tarde demais, eu só nao entendo por que você não quer contar. - disse Wendhy, ela nunca tinha parado para pensar por que Alex não queria contar, ela só fazia a mesma pergunta e ficava chateada de não ouvir a resposta.
- Bom, você já está querendo saber de mais. - disse Alex que virou e contemplou as nuvens pela janela do avião.
O avião desembarcou, Wendhy, Alex, Ernesto e Olívia pegaram um táxi e foram para a Alipol, o dia ainda estava claro, a Alipol também nem tinha fechado. Foi um dia inesquecível, muitos amigos e familiares haviam se recontrado naquele dia. Mary e seu marido, amigos antigos da turma da C.A.S.A. resolveram voltar para a cidade natal e foram bem acolhidos, as irmãs Clara e Clarissa ( que apesar de ter nomes quase iguais, não eram gêmeas) haviam voltado ao descobrirem a perda da mãe, decidiram voltar para aproveitar o tempo que restava do pai, pois elas nunca sabiam que a mãe iria morrer cedo. A maioria dos antigos amigos, haviam descobrido que eram mutantes, Mary por exemplo tinha um poder diferente, tinha visões, só que do passado. Já Suzane a filha do prefeito da cidade, tinha o poder bloquear qualquer coisa, fonte de energia, poderes e até mesmo, bloquear frequência da rádio local. Outro que tinha um poder diferente, era Thiago, ele era capaz de controlar a mente de outra pessoa, e até mesmo se mover para dentro dela, já o seu irmão Miguel, soltava pequenos ferros finos e pontiagudos pelas costas de suas mãos, tinha também supervelocidade e invisibilidade, os dois irmão Ornells além de mutantes eram os policias locais, Investigadores, e Miguel delegado.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Capitulo Quatro - Por um Vôo


Alice sentiu algo que ela nunca tinha sentido antes, algo parecido com um pano fino parecia a envolver, ela sentia algo penetrar e caminhar entre suas veias era algo bom de se sentir, ela sentiu mais alegre após colocar o colar, ela sabia que o que estava sentindo era algo bom, ela só não entendi o que estava acontecendo. Alice olhou para o estojo e tirou o forro vermelho que antes estava o colar, ela encontrou um papel e reconheceu logo a caligrafia fina de Afonso.

Agora que sei que o colar está em suas mãos, preciso lhe contar a respeito dele. Ele não é um colar qualquer, na verdade, ele é um colar qualquer, mas a pétala de prata que ele tem como pirgente não é um simlples pirgente. Essa pétalas é mágica, foi nossa mãe que deixou de herança para mim, por ser o filho mais velho, como eu não tinha filhos resolvir deixa-la para você. Agora que você sabe, vou lhe contar tudo, nossa bisavó e alguns amigos dela encontraram a fada das flores, essa fada deu a cada um dos cincos amigos uma pétala mágica, cada um de uma cor diferente, as pétalas passaram de geração em geração e nós, a quarta é que estamos com elas, a nossa bisavó disse que cada um dos quatro amigos dela e ela fizeram uma joia para levar a pétala mágica de cada um, ela fez um colar que é esse que você, creio eu, está usando. Os poderes dele eu não sei, mas sei que ele é mágico e dá a você poderes especiais, tornando você uma mutante.

Afonso Rasputin

Ela devolveu o papel ao estojo e o cobriu com o forro vermelho então olhou para o colar e o apertou sentindo que a pétala a fortalecia, ela sentia também algo mágico fluir dentro dela, ela agora entendia, ela tinha se tornado uma mutante agora restava descobrir os seus poderes.
- Wendhy, eu preciso lhe confessar uma coisa, espero que você esteja preparada, pois isso pode mudar nossas vidas. - disse Alex em um tom serio.
- Você sabe que sou uma mulher forte, estou preparada para qualquer coisa. - disse Wendhy corajosamente. Ela que antes estava deitada, agora estava sentada na beirada da cama olhando fixamente para Alex esperando anciosa ele confessar.
- Bom, você sabe que Afonso morreu, e... é... - gaguejou Alex que agora nao consegui olhar nos olhos de Wendhy, ele lavantou da cama e começara a andar pelo quarto.
- O que tem Afonso, meu Deus, você não? Foi você? - disse Wendhy que levantara ao ouvir Alex dizer "Afonso morreu", ela ficou um pouco desesperada e mais anciosa pela confissão de Alex.
- Não, não, mas eu sei quem foi. E a pessoa está me... é... - disse Alex que conseguia olhar nos olhos de Wendhy, ao olhar bem nos olhos dela, ele tomou coragem, parecia que Wendhy o fortalecia, mas ela o fortalecia. - ...é, a pessoa está me ameaçando e preciso com urgência fugir, e se você quiser, pode vim comigo.
- Claro que vou, eu vou onde for preciso, nunca que eu te abandonaria. - disse Wendhy abraçando Alex com muita força fazendo ele sentir melhor, mais do que já estava.
- Então arruma as malas, nós vamos para Italia hoje, antes do almoço. - disse Alex euforico.
Wendhy subiu e arrumou as malas e uma hora depois os dois sairam com as malas prontas, estavam indo para o Aeroporto, mas antes de Alex sair de casa, o telefone tocou. Ele olhou para Wendhy que fez um sinal de aprovação, então foi atender.
- Alô! - comprimentou Alex.
- Não pense que pode fugir assim, sem pagar nada. - ameaçou uma pessoa que a voz passava uma sensação de terror para Alex que ao ouvir desligou.
- Vamos, temos que ir rapido, ele sabe que vamos viajar hoje, mas ele nao sabe a hora, temos que ir depressa. - disse Alex jogando as malas no carro e ligando-o, Wendhy ficou um pouco assustada, mas por gostar de aventuras correu logo para o carro, ela estava sobre o efeito da adrenalina, ela se empolgava facilmente com pequenas aventurinhas como essa. Os dois chegaram no Aeroporto, por sorte, eles encontram uma fila vazia de uma agência de viagens e ainda pelo efeito da sorte tinham passagens para Italia no mesmo horario, eles compraram as passagens e embarcaram depressa no avião, o avião decolou Alex ficava olhando toda hora para trás durante a corrida por um vôo e quando embarcou viu que o assassino de Afonso estava ali. Quando o avião já estava longe do aeroporto, eles viram uma grande explosão vindo de trás deles, alguém avia atacado o aeroporto da onde eles tinha saido, eles tinham sidos salvos por um vôo.
- Não acredito! Conseguimos. - disse Alex aliviado, ele olhou para Wendhy e a beijou.
- É foi por pouco, mas agora, você poderia me contar quem era. - disse Wendhy que nao disfarçava a curiosidade.
- Eu acho melhor não, não agora, mas você será a primeira a saber, quero esquecer o infeliz, quero viver ao seu lado. - disse Alex pensativo.
- Então está bom, nao irei te obrigar a falar o que você nao quer, então por quê estamos indo para Italia, foi o primeiro lugar que veio em sua mente? Ou tem algum motivo especial? - disse Wendhy parecendo uma investigadora.
- Bom, eu nasci lá, resolvi voltar para ver meus pais e apresentar você. - disse Alex que agora contemplava o rosto de Wendhy.
O vôo chegou na Italia após 4 horas de viagem, os dois desembarcaram e pegaram um taxi.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Capitulo Três - Alice Rasputin



A
inda seguro o testamento Poli ficou se perguntando quem era Alice, Afonso nunca falará com ela que tinha uma irmã. Kalleb e Poli ficaram esperando o corpo de Afonso chegar para dar inicio ao velório, não demorou muito para o corpo chegar, foi quase igual quando descobriram o corpo, o velório estava cheio de pessoas, muitas nem conheciam Afonso, só estava ali para ver o homem que morreu misteriosamente, como agora Afonso era conhecido, outros só estavam ali por estar, mas a maioria eram amigos e parentes que choravam, alguns sem parar, o corpo ficou ali pouco tempo e logo levaram para o cemitério.
Na manhã seguinte, Poli e Kalleb tiveram uma surpresa, alguém estava na casa de Afonso, eles que moravam perto viram as janelas abertas e foram ver quem estava lá. Ao chegarem lá deparam com uma mulher, alta, magra, cabelos ondulados e pretos vivos, seu rosto lembrava um pouco Afonso, estava usando um vestido e um colar que fazia lembrar o da pétalas de prata.
- O que você faz aqui e quem é você? - perguntou Kalleb observando a mulher.
- Bom, meu nome é Alice Manoela Rasputin, irmã de Afonso e pelo que soube essa é a casa do meu irmão, portanto eu posso entrar e sair e fazer o que eu bem quiser nela. - disse Alice com um tom estressado na voz.
- Ah, prazer e desculpa. Meu nome é Poli e este é Kalleb, somos seus primos. - disse Poli com um tom amoroso.
- Ah, desculpa, é que cheguei de viagem hoje, Afonso me ligou dois dias atraz pedindo para eu vim resolver algo para ele. Encontrei a chave de baixo do tapete de entrada, ele sempre tinha esse habito? E por falar nele, cadê ele? - perguntou Alice com um tom indefinido.
- Hem, Hem... - grunhiu Poli.
- Anda, cadê ele? - perguntou Alice que estava perdendo a paciência, ela uma mulher que perdia facilmente.
- Bom, ele morreu. - disse Kalleb tão rapidamente que precisou repetir.
- Não pode ser, ele... dois dias atraz... Meu Deus. - disse Alice espantada.
- O velório dele foi ontem, como não sabiamos que você estava a caminho apressamos-o. - disse Kalleb que não estava gostando de falar.
- E, como você deve imaginar, sendo irmã, você tem algumas posses dele, ele nos deixo também, tem um testamento guardado em uma gaveta do escritorio dele. - disse Poli acolhendo Alice que agora estava chorando.
- Vamos ver o testamento, então. - disse Alice recuperando-se do choque e agora não chorava mais, até parecia ter fingido chorar. Eles entraram no escritório de Afonso, Alice viu de relance um quadro bonito de um gavião pintado a tinta-oléo, o escritório era pequeno, havia nas paredes alguns diplomas e só o quadro do gavião. Havia uma mesa com três cadeiras, uma de um lado e as outras duas do outro lado da mesa, Alice sentou na cadeira que possivelmente era a de Afonso, e Poli e Kalleb que possivelmente era a cadeira de convidados, Alice abriu a primeira gaveta e deu de cara com um pequeno papel escrito por Afonso.


"Atras do quadro do gavião, esta um cofre, para abri-lo precisa da senha, que é nada mais do que a sua data de nascimento Alice. Sei que poucos a conheçe portanto nao correm risco desse papel cair em mãos erradas."


Alice rapidamente leu o papel para si e ao perceber que Poli e Kalleb a olhava, procurou pelo tetamento. Ela achou e leu.
- Então a casa é minha? E tudo que tenho nela. - disse Alice admirada.
- Sim, e também pequenas ações da C.A.S.A. e do museu. - disse Kalleb que tinha o prazer em informar isso.
Os dois sairam da casa de Alice minutos depois, e aproveitando que agora a casa era sua e não tinha ninguém, resolveu ir ver o que tinha no cofre do escritório de Afonso. Ela digitou a sua data de nascimento e com surpresa a porta do cofre fez um barulho de destrancada, ela abriu a porta e deu de cara com um estojo de joias e alguns pacotes e papeis lá dentro, ela pegou o estojo e abriu, encontrou um lindo colar com uma petala de prata como pirgente, ela não se conteu e o colocou.

Capitulo Dois - Herdeiros



O
corpo de Afonso estava lá estirado no chão, a porta de sua casa aberta e ninguém passava pela rua, a noite foi se prolongando e demorara passar, todos em suas casas pensavam que nada acontecera, eles estavam dormindo e sonhando tranquilamente. Amanhecera e o corpo de Afonso continuara no chão, agora com a rua movimentada todos se aproximavam sobre o corpo de Afonso, muitos cochichavam com amigos o que será que havia acontecido com ele, outros ficavam apenas olhando o corpo, todos eram desconhecidos, alguns eram visinhos, o telefone da casa de Afonso estava tocando, o homem mais proximo de Afonso não pensou duas vezes e correu para atender o telefone.
- Alô! - disse uma voz feminina.
- Alô, você é o que de Afonso? - perguntou o homem.
- Sou amiga dele, Bianca, por quê, o que houve com ele? - perguntou Bianca que agora apresentava preocupação na voz.
- É... É que... ele... . - disse o homem que procurava uma maneira de avisar a morte de Afonso.
- Ele o que? O que está acontecendo, anda responde. - disse Bianca agora desesperada. Dava para ouvir outras vozes no mesmo lugar de Bianca, elas pareciam preocupadas e cochichavam entre si.
- Ele está morto. - disse o homem tomando coragem e imediatamente desligando o telefone. O homem sentiu que tinha feito a coisa certa, Bianca estava do outro lado da linha, ainda com o telefone no ouvido, só que paralizada, ela tinha recebido a noticia e ficado em estado de choque, quando ela retornou a si, ela desatou a chorar e colocou o telefone no gancho.
- Ele morreu, vamos logo para lá. - disse Bianca para as outras pessoas que agoram estavam olhando aflitos para ela e quando ouviram alguns ficaram tristes, outros começaram a chorar e outros ficaram apenas serio.


A policia tinha cido alertada, ela estava a caminho, o carro do IML já estava no local, esperava apenas algum parente de Afonso chegar, Bianca e os amigos estavam lá, a multidão agora era pouca, muitos estavam indo trabalhar e ficaram pouco tempo, outros não queria mais ver o corpo, e os vizinhos agora estavam parecendo um jogo de ping-pong, entravam e saiam de suas casas toda hora. A policia chegou minutos depois e quase no mesmo tempo, alguns parentes de Afonso chegaram, um deles entrou no carro do IML que foi ao hospital, a policia tinha visto o corpo antes dela partir e agora perguntava a alguns moradores da região e aos vizinhos quando tinha visto Afonso pela ultima vez, alguns dos amigos dele também tinha cido interrogados. Após o corpo ter cido retirado e levado ao IML o lugar foi interditado pelos policiais e quase nao haviam ninguém na rua, apenas alguns moradores que voltavam com sacolas na mão e outros saiam de casa. Alguns dos amigos de Afonso, ainda estavam no lugar, entre eles Bianca, Guilherme e Wendhy.
- Vocês conhecem Afonso? - perguntou um dos investigadores.
- Sim, ele era diretor da escola em que nós davamos aula. - disse Wendhy apontando dela para Guilherme e de Guilherme para Bianca.
- Hunn... Vocês sabem se ele tinha algum problema de saúde, ou alguém na escola não gostava dele? - perguntou o policial que agora estava com uma prancheta, um bloco de notas e uma caneta na mão.
- Bom, problemas de saúde eu acho que nao tinha, pois estava sempre com uma boa aparência, agora todos amavam ele. - disse Bianca.
- Vocês podem ir amanhã na delegacia para prestar depoimento? - perguntou o policial que ainda permanceia com a prancheta e o bloco de notas coma caneta.
- Sim, claro, que horas. - disse Guilherme.
- Bom, podem ir na parte da manhã a qualquer momento, agora se poderem me dar licença, meu chefe esta me chamando. - disse o policial ao ouvir de dentro da casa o chamar.


Bianca, Guilherme e Wendhy tinham ido depôr na parte da manhã e avisou aos outros professores e conhecidos de Afonso para depôr também, a policial suspeitava de assassinato, pois nao havia indicios de suicidio, mas a morte dele foi dada como misteriosa, nada foi detectado nos exames feitos no IML, mas sabia que ele estava morto pois não respirava e o coração não batia. A policia também avisara aos parentes que também foram intimados a depôr, que havia um testamento no escritório da casa dele e entregou lhes. Os parentes se reuniram na casa de Afonso para ver o testamento que ele deixou.

Este testamento, escrevo pois sei que estou prestes a morrer, alguém está querendo me matar, não sei quem é mas estou sendo ameaçado, por iso estou escrevendo este testamento e deixando meus bens. Foi dificíl dividi-los, não tenho filhos e não sou casado, portanto ficaria para minha irmã, mas como considero certos amigos e primos como irmãos eu resolvir dividir desta forma:
Alice Manuella Rasputin (irmâ) dou 70¨% das ações da C.A.S.A. e 90% do Museou Rasputin , deixo também a casa que resido atualmente e tudo que estiver na casa.
Poli Rasputin (prima) dou 20% das ações da C.A.S.A. e 5% do Museu Rasputin, deixo também uma casa perto do lago Estrela e tudo que estiver na casa.
Kalleb Rasputin (primo) dou os 10% restantes das ações da C.A.S.A. e 5% do Museu Rasputin.

Afonso Rasputin Lupin

Era Poli que estava segurando o testamento, agora fechado em suas mãos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Capitulo Um - O clarão e a morte.


Numa cidade chamada Isabelli, diversas aventuras aconteceram, essas que marcaram a vida da cidade, Isabelli é uma linda cidade do Brasil, pertence ao litoral baiano e cobiçada por muitos turistas da europa, por ser uma cidade muito tropical os europes e alguns ingleses vieram para se estabelecer nela, e suas grandes familias hoje vivem aqui. A familia Rasputin é uma das mais respeitadas, e por isso vamos começar falando um pouco dela. O patriarca da familia, Guiol Rasputin teve dois filhos, um chamado Afonso e outra menina que simplesmente fora roubada na hora do nascimento, enquanto a irma de Afonso estava sumida, todos da familia amavam e dedicavam suas vidas a Afonso, até que todos da familia morreu e Afonso herdeu só, a fortuna da familia.
Dando um longo salto começemos a aventura.
Afonso acabara de guardar o colar com a pétala de prata dentro do cofre, e saiu de casa, uma pessoa encapuzada o seguiu, e ele desconfiado fez um outro trageto atraindo o seguidor para um beco sem saída, esse beco era estreito e havia varias latas de lixo, uma escada dava acesso a uma area de serviço de um dos muitos predios daquele quarteirão, como estava de noite, o beco estava meio escuro por causa das poucas lampadas acesas do local. Ao chegar nesse beco, Afonso ficou invisivel e o seguidor ficou procurando aonde estaria Afonso, Afonso então deu uma rasteira no seguidor que caiu batendo a cabeça na lata de lixo proxima, por bater na ponta da lata de lixo ele caiu meio inconciente.
- O quê você quer comigo? Por quê me segue? - perguntou Afonso batendo no rosto do homem que voltou a si. O homem tirou o capuz, ele um homem com aparência jovem de rosto fino e o nariz achatado, as buchechas grandes e os olhos meio puchados, mas nao tanto igual ao dos orientais.
- Me mandaram te seguir, e nada q você fizer me fará contar quem foi. Sou fiel ao meu senhor. - disse o homem em tom de arrogancia e confiança, ele olhou para o céu contemplando algo, estava imaginando o seu senhor mas voltou a si no mesmo instante.
- E o que o seu senhor quer de mim? - perguntou Afonso que agora aparecia visível.
- Ele quer te matar, quer algo que você têm, e matando você ficará facil de pegar. - disse o homem.
- Mas se você é tão fiel assim, por quê contas o que o seu mestre quer? Eu se fosse fiel, só faria o trabalho e nao entraria em detalhes com estranhos e pior com a vitima. - disse Afonso admirado ao ver a atitude do fiel seguidor.
- Você disse tudo, você nao faria isso, eu nao sou você, portanto... - disse o homem arrogante.
- Então, ele que me matar, pois então, estou aqui, pode me matar. - disse Afonso desafiando o homem.
- Não seja tolo, se fosse para matar você, tinha te matado desde quando saiu de casa. - disse o homem.
- Então nao vou ficar aqui perdendo meu tempo, tenho muito o que fazer. - disse Afonso chateado e tornou ficar invisível.
O dia estava quase acabando, o sol estava se pondo, e os alunos da C.A.S.A. (Centro de Agentes Secretos e Anormais) estavam indo para o refeitorio ir jantar. Afonso o diretor estava, como sempre, sentado na cadeira do meio da mesa dos professores pois aquela cadeira era ocupada pelo diretor, ao lado esquerdo de Afonso estavam Fernando, Guilherme, Kalleb e Poli, ao lado esquerdo estavam, Wendhy, Brad, Bianca e Alex e nas diversas mesas de quatro ocupantes os alunos. O refeitorio era grande, a mesa dos professores estava no lugar mais alto do refeitorio e localizava-se na frente das outras mesas, dando a visualização do refeitorio todo e todas as mesas.
- Bom dia a todos, hoje, como o ultimo dia de aula, vocês saberam suas notas e depois estaram dispensados para poder voltar a casa dos seus familiares, e com uma grande dor no coração quero avisar-lhes que a C.A.S.A. não pode estar mais funcionando no ano proximo, devido alguns problemas. - disse Afonso para os alunos, muitos pararam de comer e prestara atenção, outros continuaram e so parando poucos segundos ao ouvir "fechar a escola", alguns professores receberam a noticia ali e também, como alguns alunos, ficaram surpresos.
Todos terminaram de comer e foram para as salas verificar se tinham passados ou não, quase a maioria tinha passado, exceto uns 10 alunas na C.A.S.A. toda, esses que iriam permanecer mais uma semana nas férias para tentar os testes de novo, todos foram dispensados e voltaram para suas casas.
Afonso foi da C.A.S.A. para o museu que ficava a poucos metros de distancia da C.A.S.A. e de sua residência, ele ficou por lá durante pouco tempo, e voltou para sua casa. Em casa ele tomou um banho e ficou no escritorio, ele estava recordando o encontro com o homem que ele nao conhecera, e ficou pensando em que seria o "senhor" dele, ele abriu o cofre e verificou se o colar com a pétala de prata estava ainda lá, e ao ver ela fechou o cofre, pouco tempo depois a campanhia de sua casa toca e ele vai ate lá atender. Ao abrir a porta ele vê um enorme clarão o atingir e cai na porta, morto.