sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Capitulo Dois - Herdeiros



O
corpo de Afonso estava lá estirado no chão, a porta de sua casa aberta e ninguém passava pela rua, a noite foi se prolongando e demorara passar, todos em suas casas pensavam que nada acontecera, eles estavam dormindo e sonhando tranquilamente. Amanhecera e o corpo de Afonso continuara no chão, agora com a rua movimentada todos se aproximavam sobre o corpo de Afonso, muitos cochichavam com amigos o que será que havia acontecido com ele, outros ficavam apenas olhando o corpo, todos eram desconhecidos, alguns eram visinhos, o telefone da casa de Afonso estava tocando, o homem mais proximo de Afonso não pensou duas vezes e correu para atender o telefone.
- Alô! - disse uma voz feminina.
- Alô, você é o que de Afonso? - perguntou o homem.
- Sou amiga dele, Bianca, por quê, o que houve com ele? - perguntou Bianca que agora apresentava preocupação na voz.
- É... É que... ele... . - disse o homem que procurava uma maneira de avisar a morte de Afonso.
- Ele o que? O que está acontecendo, anda responde. - disse Bianca agora desesperada. Dava para ouvir outras vozes no mesmo lugar de Bianca, elas pareciam preocupadas e cochichavam entre si.
- Ele está morto. - disse o homem tomando coragem e imediatamente desligando o telefone. O homem sentiu que tinha feito a coisa certa, Bianca estava do outro lado da linha, ainda com o telefone no ouvido, só que paralizada, ela tinha recebido a noticia e ficado em estado de choque, quando ela retornou a si, ela desatou a chorar e colocou o telefone no gancho.
- Ele morreu, vamos logo para lá. - disse Bianca para as outras pessoas que agoram estavam olhando aflitos para ela e quando ouviram alguns ficaram tristes, outros começaram a chorar e outros ficaram apenas serio.


A policia tinha cido alertada, ela estava a caminho, o carro do IML já estava no local, esperava apenas algum parente de Afonso chegar, Bianca e os amigos estavam lá, a multidão agora era pouca, muitos estavam indo trabalhar e ficaram pouco tempo, outros não queria mais ver o corpo, e os vizinhos agora estavam parecendo um jogo de ping-pong, entravam e saiam de suas casas toda hora. A policia chegou minutos depois e quase no mesmo tempo, alguns parentes de Afonso chegaram, um deles entrou no carro do IML que foi ao hospital, a policia tinha visto o corpo antes dela partir e agora perguntava a alguns moradores da região e aos vizinhos quando tinha visto Afonso pela ultima vez, alguns dos amigos dele também tinha cido interrogados. Após o corpo ter cido retirado e levado ao IML o lugar foi interditado pelos policiais e quase nao haviam ninguém na rua, apenas alguns moradores que voltavam com sacolas na mão e outros saiam de casa. Alguns dos amigos de Afonso, ainda estavam no lugar, entre eles Bianca, Guilherme e Wendhy.
- Vocês conhecem Afonso? - perguntou um dos investigadores.
- Sim, ele era diretor da escola em que nós davamos aula. - disse Wendhy apontando dela para Guilherme e de Guilherme para Bianca.
- Hunn... Vocês sabem se ele tinha algum problema de saúde, ou alguém na escola não gostava dele? - perguntou o policial que agora estava com uma prancheta, um bloco de notas e uma caneta na mão.
- Bom, problemas de saúde eu acho que nao tinha, pois estava sempre com uma boa aparência, agora todos amavam ele. - disse Bianca.
- Vocês podem ir amanhã na delegacia para prestar depoimento? - perguntou o policial que ainda permanceia com a prancheta e o bloco de notas coma caneta.
- Sim, claro, que horas. - disse Guilherme.
- Bom, podem ir na parte da manhã a qualquer momento, agora se poderem me dar licença, meu chefe esta me chamando. - disse o policial ao ouvir de dentro da casa o chamar.


Bianca, Guilherme e Wendhy tinham ido depôr na parte da manhã e avisou aos outros professores e conhecidos de Afonso para depôr também, a policial suspeitava de assassinato, pois nao havia indicios de suicidio, mas a morte dele foi dada como misteriosa, nada foi detectado nos exames feitos no IML, mas sabia que ele estava morto pois não respirava e o coração não batia. A policia também avisara aos parentes que também foram intimados a depôr, que havia um testamento no escritório da casa dele e entregou lhes. Os parentes se reuniram na casa de Afonso para ver o testamento que ele deixou.

Este testamento, escrevo pois sei que estou prestes a morrer, alguém está querendo me matar, não sei quem é mas estou sendo ameaçado, por iso estou escrevendo este testamento e deixando meus bens. Foi dificíl dividi-los, não tenho filhos e não sou casado, portanto ficaria para minha irmã, mas como considero certos amigos e primos como irmãos eu resolvir dividir desta forma:
Alice Manuella Rasputin (irmâ) dou 70¨% das ações da C.A.S.A. e 90% do Museou Rasputin , deixo também a casa que resido atualmente e tudo que estiver na casa.
Poli Rasputin (prima) dou 20% das ações da C.A.S.A. e 5% do Museu Rasputin, deixo também uma casa perto do lago Estrela e tudo que estiver na casa.
Kalleb Rasputin (primo) dou os 10% restantes das ações da C.A.S.A. e 5% do Museu Rasputin.

Afonso Rasputin Lupin

Era Poli que estava segurando o testamento, agora fechado em suas mãos.

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