sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Capitulo Três - Alice Rasputin



A
inda seguro o testamento Poli ficou se perguntando quem era Alice, Afonso nunca falará com ela que tinha uma irmã. Kalleb e Poli ficaram esperando o corpo de Afonso chegar para dar inicio ao velório, não demorou muito para o corpo chegar, foi quase igual quando descobriram o corpo, o velório estava cheio de pessoas, muitas nem conheciam Afonso, só estava ali para ver o homem que morreu misteriosamente, como agora Afonso era conhecido, outros só estavam ali por estar, mas a maioria eram amigos e parentes que choravam, alguns sem parar, o corpo ficou ali pouco tempo e logo levaram para o cemitério.
Na manhã seguinte, Poli e Kalleb tiveram uma surpresa, alguém estava na casa de Afonso, eles que moravam perto viram as janelas abertas e foram ver quem estava lá. Ao chegarem lá deparam com uma mulher, alta, magra, cabelos ondulados e pretos vivos, seu rosto lembrava um pouco Afonso, estava usando um vestido e um colar que fazia lembrar o da pétalas de prata.
- O que você faz aqui e quem é você? - perguntou Kalleb observando a mulher.
- Bom, meu nome é Alice Manoela Rasputin, irmã de Afonso e pelo que soube essa é a casa do meu irmão, portanto eu posso entrar e sair e fazer o que eu bem quiser nela. - disse Alice com um tom estressado na voz.
- Ah, prazer e desculpa. Meu nome é Poli e este é Kalleb, somos seus primos. - disse Poli com um tom amoroso.
- Ah, desculpa, é que cheguei de viagem hoje, Afonso me ligou dois dias atraz pedindo para eu vim resolver algo para ele. Encontrei a chave de baixo do tapete de entrada, ele sempre tinha esse habito? E por falar nele, cadê ele? - perguntou Alice com um tom indefinido.
- Hem, Hem... - grunhiu Poli.
- Anda, cadê ele? - perguntou Alice que estava perdendo a paciência, ela uma mulher que perdia facilmente.
- Bom, ele morreu. - disse Kalleb tão rapidamente que precisou repetir.
- Não pode ser, ele... dois dias atraz... Meu Deus. - disse Alice espantada.
- O velório dele foi ontem, como não sabiamos que você estava a caminho apressamos-o. - disse Kalleb que não estava gostando de falar.
- E, como você deve imaginar, sendo irmã, você tem algumas posses dele, ele nos deixo também, tem um testamento guardado em uma gaveta do escritorio dele. - disse Poli acolhendo Alice que agora estava chorando.
- Vamos ver o testamento, então. - disse Alice recuperando-se do choque e agora não chorava mais, até parecia ter fingido chorar. Eles entraram no escritório de Afonso, Alice viu de relance um quadro bonito de um gavião pintado a tinta-oléo, o escritório era pequeno, havia nas paredes alguns diplomas e só o quadro do gavião. Havia uma mesa com três cadeiras, uma de um lado e as outras duas do outro lado da mesa, Alice sentou na cadeira que possivelmente era a de Afonso, e Poli e Kalleb que possivelmente era a cadeira de convidados, Alice abriu a primeira gaveta e deu de cara com um pequeno papel escrito por Afonso.


"Atras do quadro do gavião, esta um cofre, para abri-lo precisa da senha, que é nada mais do que a sua data de nascimento Alice. Sei que poucos a conheçe portanto nao correm risco desse papel cair em mãos erradas."


Alice rapidamente leu o papel para si e ao perceber que Poli e Kalleb a olhava, procurou pelo tetamento. Ela achou e leu.
- Então a casa é minha? E tudo que tenho nela. - disse Alice admirada.
- Sim, e também pequenas ações da C.A.S.A. e do museu. - disse Kalleb que tinha o prazer em informar isso.
Os dois sairam da casa de Alice minutos depois, e aproveitando que agora a casa era sua e não tinha ninguém, resolveu ir ver o que tinha no cofre do escritório de Afonso. Ela digitou a sua data de nascimento e com surpresa a porta do cofre fez um barulho de destrancada, ela abriu a porta e deu de cara com um estojo de joias e alguns pacotes e papeis lá dentro, ela pegou o estojo e abriu, encontrou um lindo colar com uma petala de prata como pirgente, ela não se conteu e o colocou.

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